Lectura · C2
O pescador e a norma
La columna de una lingüista responde a las burlas en internet contra un pescador de Maragogi (Alagoas) que dijo «nós vai» en un reportaje de televisión sobre el regreso de los peces a arrecifes protegidos: explica que la forma solo es «incorrecta» para la norma estándar, por qué la burla es prejuicio lingüístico, por qué la escuela debe enseñar la norma sin humillar y cómo ella misma cambia de estilo a diario.
Toca una palabra subrayada para ver qué significa.
Idea general
1. O que motivou a coluna?
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A zombaria nas redes contra um pescador de Maragogi que disse «nós vai» numa reportagem de TV.
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2. Qual era o assunto da reportagem?
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A volta dos peixes aos recifes depois que a pesca foi proibida e a área passou a ser protegida.
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3. Por que a autora diz que a fala do pescador tem «outra regra»?
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Porque ele marca o plural de forma sistemática, só no primeiro elemento («os peixe», «nós vai»), e nunca ao acaso.
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4. Que exemplo de mudança de estilo da própria autora ela dá?
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Com a filha diz «a gente tá chegando»; na coluna escreve «nós estamos chegando». Em casa diz «tem muita gente»; no relatório, «havia muitas pessoas».
Inferencia
5. A autora acha que a escola deve ensinar a norma-padrão? Justifique.
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Sim, como um direito de acesso (concursos, tribunais, jornais), mas apresentando-a como mais um registro, sem humilhar a variedade que o aluno traz de casa.
Palabras que conviene saber
- os recifeslos arrecifes
- o cardumeel cardumen, el banco de peces
- eita / vixe¡guau! / ¡caramba! (interjecciones, muy nordestinas)En frasesEita, como esse menino cresceu!Vixe, esqueci a chave lá dentro!
- a jangadabalsa de vela tradicional de los pescadores del Nordeste
- o samburácesto de pescador (de origen tupí)
- a norma-padrãola norma estándar prescriptiva
- o preconceito linguísticoel prejuicio lingüístico
- frouxoflojo, laxo
- o Ibamael organismo ambiental federal de Brasil